barco

20 dicas de filmes que se passam no mar

Mar em Fúria
(The Perfect Storm, de Wolfgang Petersen, 2 000)

Billy Taine (George Clooney) é um pescador em sérias dificuldades financeiras, que, por isso, decide avançar com seu pequeno barco até um pesqueiro distante, apesar dos alertas de uma fortíssima tempestade se aproximando — a tal “tempestade perfeita”, quando várias tormentas se juntam numa só. Uma história de tirar o fôlego, baseada em fato real, ocorrido em 1991. Convém não assistir a bordo, muito menos em dia de mau tempo.

Detalhe: o filme começa mostrando o monumento (real) que existe para os tripulantes daquele triste barco, em Gloucester, no litoral de Massachusetts (EUA).

Imensidão Azul
(Le Grand Bleu, de Luc Besson 1988)

O diretor Luc Besson romantiza esplendidamente a disputa de seu ídolo, o francês Jacques Mayol, e do italiano Enzo Molinari, pelo recorde mundial de mergulho livre. Amigos de infância, eles se reencontram adultos e protagonizam confrontos e cenas submarinas de rara beleza. Tão bonitas que o filme dura quase três horas, mas você nem nota.

Detalhe: o próprio Jacques Mayol auxiliou Besson a escrever o roteiro.

Mestre dos Mares
(Master and Commander, de Peter Weir, 2003)

Durante as Guerras Napoleônicas, Jack Aubrey (Russell Crowe), capitão de uma fragata britânica, decide se vingar do Acheron, um poderoso navio francês. O médico de bordo, seu grande amigo, tenta impedi-lo. Mas Aubrey é cabeça-dura e vai em frente, mesmo sabendo que seu barco é inferior ao do inimigo. Cenas de realismo quase explícito.

Detalhe: o filme começa na costa do Brasil, onde os ingleses paravam para reparar as avarias sofridas pelos seus barcos.

O Encouraçado Potemkin
(Bronenosets Potyomkin, de Seguei Eisenstein, 1925)

Maltratados pelos oficiais, os marinheiros de um navio de guerra da Rússia czarista rebelam-se. O estopim é a carne estragada, servida com o aval do médico de bordo. Um clima tenso toma o filme, de 79 minutos, até hoje um dos melhores de toda a história do cinema. Um clássico dos clássicos.

Detalhe: o filme é mudo, mas teve partitura original composta por Edmund Meisel. Outras versões foram feitas, uma delas pelos Pet Shop Boys, em 2005.

Rebelião em Alto-Mar
(The Bounty, de Roger Donaldson, 1984)

O autoritário tenente inglês William Blight (Anthony Hopkins) recebe ordens para buscar mudas de fruta-pão no Pacífico e levá-las à Jamaica, a bordo do navio Bounty. Convoca como seu imediato o amigo Fletcher Christian (Mel Gibson), que, no entanto, lidera um motim contra o comandante, tomando as dores da tripulação. Fez muito sucesso no passado e faz até hoje.

Detalhe: o papel de Fletcher Christian foi vivido por Errol Flynn, Clark Gable e Marlon Brando em versões anteriores. Mas esta é a melhor de todas.

Terror a bordo
(Dead Calm, de Philip Noyse, 1989)

Um casal, formado por Nicole Kidman e Sam Neill, navega em um veleiro pelo Pacífico. Ao avistar uma escuna avariada, resolve parar e dar abrigo ao único sobrevivente a bordo, sem imaginar que o sujeito é a própria encarnação do mal. Um filme tenso, mas que está longe de ser de terror, como o infeliz título brasileiro faz supor.

Detalhe: eis uma grande chance de ver Nicole Kidman com 22 aninhos, cabelos ruivos e ainda encaracolados.

O Fundo do Mar
(The Deep, de Peter Yates, 1977)

Depois de recolher amostras dos destroços de um navio bélico naufragado nas Bermudas, um casal de turistas descobre, na marra, que o que tem em mãos é bem mais valioso — e perigoso — do que supunha. Jacqueline Bisset está no auge da sua beleza, mas o filme vale também pela história.

Detalhe: foi baseado em um romance de Peter Benchley, o mesmo autor de Tubarão.

Mar Adentro
(de Alejandro Amenábar, 2004)

Rámon Sampedro (Javier Barden) vive há 30 anos sobre uma cama, dependente das pessoas que o cercam. Quando era jovem, um mergulho no mar (a sua “amante”, como ele diz) deixou-o quadriplégico. Agora, ele luta pelo direito de morrer. O tema é pesado, mas o diretor espanhol soube tratá-lo com extrema delicadeza.

Detalhe: em 2005, levou o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

O Segredo do Abismo
(The Abyss, de James Cameron, 1989)

A equipe de uma plataforma de petróleo recebe a missão de resgatar um submarino nuclear que afundou com 156 tripulantes, por uma razão desconhecida, e está perdido a 600 metros da superfície, à beira de um abismo oceânico. Lá embaixo, Ed Harris e comandados deparam-se com uma realidade surpreendente.

Detalhe: a versão em dvd contém cenas que não havia na original, para o cinema.

Oceanos
(Oceans, de Jacques Perrin, 2009)

O cenário é verdadeiro: a superfície e as profundezas do oceano. O elenco não foi escalado: é a fauna das águas salgadas. Este belo documentário francês pretende provocar uma reflexão sobre os estragos gerados pelo homem na natureza. Mas está longe de ser dedicado apenas aos ecochatos.

Detalhe: há pouca locução. Mas, em grande parte das cenas, a trilha sonora é uma fabulosa captação de sons oceânicos.

Tormenta
(White Squall, de Ridley Scott, 1996)

Um grupo de garotos embarca no Albatroz, um navio-escola liderado pelo capitão Christopher Sheldon (Jeff Bridges). Todos trazem a bordo suas inseguranças, problemas com a família e, claro, a inexperiência. Acontecimentos como uma tempestade funcionam como ritos de passagem para a vida adulta. Um fi lme emblemático.

Detalhe: o barco usado nas filmagens chama-se Eye of the Wind e também atuou em A Lagoa Azul.

Um Barco e Nove Destinos
(Lifeboat, De Alfred Hitchcock, 1944)

Depois do naufrágio provocado pelo bombardeio de um submarino nazista, nove sobreviventes se unem em um bote salva-vidas. O último a ser resgatado no mar é um misterioso alemão, que passa a liderar o barco por sua habilidade como marinheiro. Suspense de primeira, do maior mestre do gênero.

Detalhe: Hitchcock não tira a câmera do barco, não o mostra de fora e não usa trilha sonora. Mesmo assim, faz um filmaço.

A Raposa do Mar
(The Enemy Below, de Dick Powell, 1957)

Durante a Segunda Guerra, um destróier americano persegue um submarino alemão. Os dois capitães são muito competentes, estão nos lados opostos, mas cumprem a missão se questionando internamente sobre os propósitos que os levam a destruir outros homens. O respeito pelo inimigo é o que fica de lição.

Detalhe: quem decidiu o final do filme foi o público. Houve duas opções e, no pré-lançamento, a votação foi unânime.

Novo mundo
(Nuovomondo, de Emanuele Criasele, 2006)

No começo do século 20, uma família de camponeses da Sicília segue, na terceira classe de um navio, rumo a Nova York. Ao chegar, passa pela filtragem da imigração e por uma quarentena obrigatória na ilha Ellis. Os temas básicos são a esperança e o choque cultural. Um drama humanista, mas recheado de humor.

Detalhe: as seqüências na Ilha de Ellis foram filmadas em Buenos Aires mesmo.

O Velho e o Mar
(The Old Men and The Sea, de Joseph Sturges, 1958)

Outro clássico inquestionável: um velho pescador cubano está há 84 dias sem trazer peixes de suas investidas no mar. Decide, então, sair para virar o jogo. Em três dias, enfrenta tubarões, feridas e a falta de suprimentos, para trazer um enorme peixe. Baseado em uma novela de Ernest Hemingway.

Detalhe: o próprio Hemingway indicou Spencer Tracy para viver o protagonista do filme, que foi inspirado em um pescador real.

O Barco – Inferno no Mar
(Das Boot, de Wolfgang Petersen, 1981)

O inferno de uma tripulação de 43 homens dentro de um submarino alemão, durante a Segunda Guerra Mundial. Cada ataque inimigo é sentido intensamente: as luzes se apagam, a pressão da água afrouxa os parafusos da fuselagem, falta oxigênio e alguns vão à loucura. As cenas externas se concentram no final do filme, mas, até lá, é difícil sentir-se claustrofóbico.

Detalhe: foi o filme alemão mais caro da sua época e teve diferentes versões, com várias durações: de 149 a 318 minutos.

Piratas
(Pirates, de Roman Polansky, 1986)

Atenção! Não se trata da versão da Disney, com Johnny Depp, embora também seja uma diversão e tanto. Aqui, um pirata vivido por Walter Mattau e seu fiel escudeiro invadem um navio espanhol depois de ficarem à deriva, numa jangada improvisada. Malandro que é, o bucaneiro logo livra-se da masmorra, lidera um motim e ainda seqüestra a sobrinha do governador. Para roubar ouro, é claro.

Detalhe: o navio (real) construído para as filmagens hoje está em exposição no porto de Gênova, na Itália.

A Dama de Xangai
(The Lady from Shanghai, de Orson Welles, 1947)

Depois de salvar Elsa (Rita Hayworth) das mãos de três assaltantes, Michael O’Hara (Orson Welles) é convidado para integrar a tripulação do iate do marido dela. Encantado por Elsa, aceita. E os dois vivem um romance nem tão secreto assim, depois que o sócio do marido testemunha um beijo. Ele, então, oferece à Michael um bom dinheiro para fugir com Elsa, sob a condição de matá-lo primeiro. O assassinato acontece. Mas não foi Michael quem fez o serviço…

Detalhe: Orson Welles cita os pescadores brasileiros, que conhecera cinco anos antes.

Wind – A força dos Ventos
(Wind, de Carroll Ballard, 1992)

Matthew Modine vive Bill Parker, jovem iatista chamado para participar da equipe americana na America’s Cup. A taça, no entanto, passa para as mãos dos australianos. E Bill decide reconquistá-la. Para isso, conta com a ajuda da ex-namorada, uma talentosa projetista. Um prato cheio para quem gosta de veleiros.


Detalhe: o filme é uma superprodução de Francis Ford Coppola, o mesmo diretor de O Poderoso Chefão.


Uma Aventura na África
(African Queen, de John Huston, 1951)

Humphrey Bogart e Katherine Hepburn vivem dois personagens opostos: ele, um cínico e grosseiro dono de um barco a vapor, o African Queen, do título; ela, uma recatada missionária. A explosão da guerra em 1914 obriga os dois, que estavam em território alemão na África, a conviver no barquinho, fugindo do conflito. Um filme que marcou época.

Detalhe: o barco African Queen usado no filme hoje está hoje em exposição em Key Largo, na Flórida.

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